terça-feira, 2 de novembro de 2010

Rotina e perfil da turma do 5° ano

            Ao chegar à escola, os alunos vão se aglomerando no pátio e quando o sinal toca às 11 horas, os alunos entram diretamente para a sala. Geralmente a professora já está na sala, então, os cumprimenta, pede algum aluno para recolher as carteirinhas e inicia a aula escrevendo o assunto e os exercícios no quadro. Há 30 alunos matriculados, mas geralmente, o número freqüente gira em torno de 26 alunos. O horário do recreio é por volta das 12 horas e 45 minutos e dura em média 15 minutos e o horário da saída é as 14 horas e 40 minutos.
 A turma apresenta certa variação em relação à idade dos alunos, pois, há os que estão com a idade regular – entre 9 anos até alunos com 14 anos. Em termos de desenvolvimento, a professora disse certa vez em conversa informal comigo, acreditar que “há algumas alunas que considera as melhores da turma, se referindo as três primeiras alunas que se sentam à frente de sua mesa”. O que pude observar é que estas três alunas estão com idade irregular para o 5° ano (duas com doze anos e a outra com catorze). Acredito que essas alunas sejam repetentes, porém, não interroguei a professora sobre isso. Os demais estão praticamente num mesmo ritmo, apresentando não muitas variações entre eles no aprendizado.
            Percebo que há na turma uma aluna que parece ser alvo de preocupação da professora, pois, sempre que a vê conversando, se refere à aluna, chamando-a pelo nome, dizendo que “depois não consegue fazer o dever, por que está de conversa e não presta atenção”. De fato, me parece que a referida aluna, parece distrair-se com muita facilidade, aparentando estar ausente do que se passa na sala, embora seja comunicativa e de semblante feliz.
            Quanto à postura da professora em sala, confesso que me assustei no primeiro dia de estágio, pois, tive a impressão de que a professora era autoritária e sem o menor afeto com a turma, pois, sempre que se referia a um aluno era em tom imperativo, com voz alta e firme, sempre “dando ordens e nunca pedindo”. Porém, para verificar se esta impressão minha era um julgamento precipitado, passei a conversar com alguns alunos durante o recreio, numa conversa informal a fim de verificar se minhas impressões eram também as dos alunos e pude constatar que nenhum deles reclamou da professora.
            Certa vez, me aproximei da professora a fim de perceber melhor sua relação com a turma e a elogiei dizendo que admirava a disciplina que conseguia manter na turma, ela então disse  quando cheguei, a turma não era desse jeito, eram muito indisciplinados e então, tive que me impor para que eles não passassem por cima de mim”. Disse também que não gosta de ficar gritando com a turma o tempo todo, principalmente por que tem muitas moças  e elas não gostam de ser chamadas à atenção. De fato, a professora consegue manter o silêncio na sala, porém, acredito que este silêncio custe muito alto para os alunos, pois, não há espaço na aula para interação, pois, ao menor sinal de conversa, são repreendidos.
            A professora é contratada da escola, começou a lecionar nessa turma em março do corrente ano, antes disso, a turma estava sem professor, e eram as orientadoras que tentavam suprir a demanda.  Quanto à formação da professora, disse ter feito Formação Geral e depois o curso Normal. Segundo a mesma, tentou fazer o curso de pedagogia por duas vezes, mas trancou a faculdade por falta de tempo e oportunidade, mas disse que ainda não desistiu desse objetivo. Garantiu gostar muito do que faz. Em seu relato me disse:
- “Para dar aula, você tem que gostar muito do que faz, se não, você não consegue”.  A professora disse que leciona em um colégio particular  pela manhã, por duas horas para o 1°ano (o colégio é da família) e completa a carga horária à noite, dando aula na EJA.
 Agora, quero apresentar um pedacinho da sala, pois, não foi possível fotografa-la por inteiro, por que os alunos estavam presentes. E não é sempre que estou com a câmera disponível, então aproveitaria para tirar mais fotos em outra ocasião.


 

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